Blog da Perestroika

domingo, 7 de outubro de 2007

EMILIANO, MARCO LOCO E ÍCARO

Na última aula, apresentamos duas entrevistas muito legais - feitas exclusivamente para a Perestroika. Emiliano Trierveiler e Marco Loco Bezerra, dupla gaúcha que está na TBWA/Berlim e atende contas como Adidas, Apple, Absolut Vodka, Pedigree e Playstation. E Ícaro Dória, atual diretor de criação da Saatchi&Saatchi/Nova York - com apenas 27 anos, um verdadeiro fenômeno.

Muita coisa legal foi dita, mas achei bacana registrar no Blog os recados que eles passaram para os alunos.

Ícaro Dória:

"Sejam ingênuos o suficiente para acharem que vão revolucionar a propaganda e sejam humildes o suficiente para saberem que ainda não revolucionaram a propaganda."

(A piada que o Márcio fez em aula pode ter deixado muita gente na dúvida, mas a entrevista foi feita DE VERDADE, e é exclusividade da Perestroika DE VERDADE.)



Emiliano e Marco Loco:

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

PERESTROIKOS NO CCSP

Quanto orgulho! Tiago Ferrari e Felipe Lermen, da Turma 1 da Perestroika, acabaram de emplacar no site do Clube de Criação de São Paulo dois spots bem legais produzidos para Traça Livraria e Sebo. Parabéns e saudações bolcheviques.

E fica agora a pergunta: será que a Perestroika ajudou de alguma maneira?
E aí, guris?

Para conferir as peças, acesse http://ccsp.com.br/novo/?c=A&p=2#nav

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

FOI LÁ E FEZ

Eu tenho a impressão que quanto mais tempo a gente leva pensando, menos tempo a gente se envolve fazendo. Claro, pensar e planejar é importante, nem vou entrar muito nesse mérito. O que diferencia o ser humano de todos os outros animais é justamente a capacidade de raciocinar. Mas, talvez, o que diferencie uma pessoa de todos os outros seres humanos seja a capacidade de realizar.

Já vi muito departamento de planejamento de agência, e às vezes a agência como um todo, gostar de ficar intelectualizando, questionando, ruminando, pensando e repensando. Uma punheta mental que às vezes até gera um trabalho bem esclarecido, bem defendido. Mas que nunca funciona muito quando colocado em prática.

Se até as regras da física que a gente aprende no colégio são para abstrair e não funcionam na prática como nos livros, imagina no universo da imaginação e criatividade, onde as bases são bem mais subjetivas e abstratas.

Acho que se o Ronaldinho pensasse muito, não tentaria fazer os dribles maravilhosos que ele faz. Quem pensa muito, não pula na piscina porque a água tá fria. Quem fica pensando muito, sempre pede mais uma cerveja antes de chegar na mulher que já tá encarando há mais de 10 minutos. Só pra ver um outro filho da puta chegar e levar a mina (é só um exemplo, não que tenha acontecido comigo). Se tu parar pra pensar em todas as conseqüências possíveis, provavelmente tu não vai entrar vestido de vaca numa sala de aula. Se tu parar pra pensar, já tem tanta faculdade de comunicação e publicidade, ninguém vai querer fazer a Perestroika.

Se tu parar pra pensar, vai ver que todos os teus projetos geniais ficam guardados na gaveta porque no fundo tu tem medo do que pode dar errado. De tentar fintar e perder a bola. De tomar um fora. De os alunos te tirarem pra trouxa. Mas a grande verdade, a grande verdade que eu acredito, pelo menos, é que a linha que separa a genialidade do fiasco é muito fina. Muito tênue. E que as poucas pessoas que se arriscam a andar em cima dessa linha, podem cair pros dois lados.

Mas passar um pouco de vergonha ou de frio não é nada perto da recompensa de ser realmente genial.

Lembrem-se que até mesmo os grandes pensadores também tinham que ser grandes escritores. Pense nisso. Mas só um pouquinho, tá?


Novo Sony Bravia

Lembram do post que colocamos há um tempo? Pois aí está.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Telhado de vidro.

Tá, vou falar. O tempo no aerporto agora me provocou a escrever este post sobre a minha impressão da tãaaaaaaaaaao falada loja na Apple na 5th avenue.

Sinceramente, não achei tudo isso que falam. Me decepcionei.

Tá, meio forte isso. Olhando de fora se tem uma impressão animal do lugar. Diferente de tudo. O conceito da transparência/acessibilidade é bacana, tem tudo a ver com a marca.

Quando se percebe que a loja é de vidro e que TODA loja tem vidro no projeto, fica ainda mais fantástica. A idéia estava aí picando pra qualquer um. E como ficou bacana: uma caixa transparente, assim, no meio da rua. A mesma matéria-prima de uma vitrine pensada de outro jeito. CLARO QUE CHAMA ATENÇÃO e você fica louco pra entrar.




Mas fica nisso a inovação da loja. Por dentro, ela não é nem um pouco diferente de NENHUMA outra loja da Apple, que são muito simples no seu projeto de arquitetura. E isso me frustrou pela embalagem que vi de fora. Achei que aquela fosse "a" loja conceito das lojas-conceito da Apple.





Vou tentar explicar melhor pra não apanhar de nenhum macmaníaco.

A primeira vez que entrei numa loja da Apple achei, sim, muito legal. Todos os produtos expostos pra pessoa chegar lá e mexer sem ninguém encher o saco. Se quiser ver os emails pode, se quiser testar os softwares, pode, tem o Genius Bar, um lugar onde nerds especialistas em MAC ficam à disposição pra tirar dúvidas. Inovador pra caramba. Ainda mais há 4, 5 anos. Músico fazendo demonstração do software de edição musical, fotógrafo mostrando tratamento de foto, fulano de cinema editando material ao vivo no Final Cut. Saí de boca aberta da loja, em Londres. Mesmo.

Pois cheguei agora em NY e saí correndo pra lá (cheguei ao meio-dia, só podia entrar no quarto às 15h). "Putz, que show", quando cheguei na esquina e avistei. O que eles aprontaram agora, eu pensei?! Tinha até fila pra entrar. Só que cheguei na loja e nenhuma inovação em relação às demais. Pelo contrário. A loja do Soho é maior e mais legal por dentro. O auditório é mais bacana. E não tem fila pra entrar! Enfim. Acho que tinha criado uma expectativa enorme e por isso me frustrei.

Mas o iTouch compensa. E como. Tanto que pra testar o Safari me prestei a escrever este post catando milho no tecladinho da tela. Sim. O iPod Touch tem internet. E o americano agora pode comprar música online a direto desse negocinho. Não me resta dúvida: a loja inovadora da Apple é essa.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

MULHER QUE FUMA DÁ

Logo que entrei na faculdade, ouvi um veterano dizendo essa frase. Na hora, dei uma risadinha discreta e deixei para lá. Mas foi só um ou três anos depois, quando eu contava essa história para um dos editores do NOVENTAECINCOBARRAUM, um famigerado e extinto fanzine porto-alegrense, que entendi que, apesar do conceito absurdamente machista, a frase tinha um certo sentido.

Acho que é porque no nosso inconsciente coletivo existe uma organização/orientação hierárquica das coisas. Tipo uma coisa ser pré-requisito para outra: quem toca guitarra sabe tocar violão e arranha no contrabaixo, quem toca teclados, com certeza vai saber tocar piano, quem curte Sepultura não vai achar o som do Raimundos tão pesado. Assim como quem fuma geralmente bebe, quem cheira cocaína deve queimar unzinho pelo menos de vez em quando. Você não acharia estranho se conhecesse uma pessoa que tivesse um piercing no nariz e fosse preconceituosa com pessoas que usam brinco na orelha?

A relação entre cigarro e sexo existe e isso é inevitável. Não é apenas caricatura ou estereótipo que nas novelas, filmes e nas tirinhas do Laerte um dos amantes acenda um cigarro logo depois uma bela trepada. É um símbolo fálico e deu, porra do cigarro.

Desde o começo do desenvolvimento da indústria tabagista, no início do século, que fumar é símbolo de status, sinônimo de graça, beleza, sensualidade e, por conseqüência, virilidade (vide Humphrey Bogart em Casablanca).

Nos anos 60, com o advento da tríade “sexo drogas & rock n' roll”, essa relação se estreita mais ainda. Ou vai dizer que a associação entre Aerosmith, Marlboro, overdose, Raul Seixas, ácido, Mutantes, heroína, promiscuidade, Grateful Dead, putaria, TNT , bira, Janis Joplin, suruba, vodca, Jimi Hendrix, homossexualismo, beck, Rolling Stones, Cascaveletes, LSD, Led Zeppelin é à toa? Rock e sexo, drogas e sexo, rock e drogas... é uma teia de relações real.

Não adianta negar. Tá meio batido, mas sexo, drogas e rock n' roll continua até hoje sustentando a imagem de rebeldia e inconformismo a que os adolescentes gostam de estar associados. Rebeldia é a palavra. A maioria das fumantes começam a fumar na adolescência, isso é fato. São sinais que as pessoas tentam transmitir. A mina que tá fumando, queira ou não queira, está passando um sinal: "Olha só. Eu fumo. Presta atenção nos meus lábios abraçando carinhosamente esse cigarro. Olha a sensualidade da minha língua encostando nos meus dentes enquanto eu trago. Olha o meu olhar espremido e sexy quando eu solto a fumaça. Meus pais não gostam que eu fume, mas eu gosto de fazer as coisas que meus pais não permitem. Eu gosto de fazer as coisas escondidas. Eu gosto de segredo, de aventura. Eu sou assim mesmo. Essa coisa meio rebelde, meio selvagem, meio instintiva...Vem fazer sexo animal comigo.“

Não estou tentando provar que essa frase é verdadeira. Só quero dizer que faz sentido. Só quero dizer que, na dúvida, é mais provável conseguir alguma coisa perto de sexo com uma mina que fume do que com uma que não fume, não beba, não dance, não se maquile, use saias abaixo do calcanhar e que vá na Igreja todos os dias (apesar de eu conhecer umas minas que não fumam e que já deram).

É um raciocínio simplista? É. É sexista? É. É chauvinista? Mais ou menos. Está todo errado? Pode até ser. Mas que faz sentido, ahhhhhhhhhhhhh, isso faz.

Assinado,
Meleca - turma 103.

Boca no chão.

Ontem fiquei babando durante quase duas horas vendo Woody Allen tocar. Das coisas mais incríveis que vi na vida. Não sei se embalado pela admiração que já tinha pela figura, ou pelo show de jazz fantástico mesmo. Mas tudo faz mais sentido depois disso. E fica da experiência uma coisa óbvia: você só vai fazer alguma coisa interessante na vida, se tiver alguma coisa interessante dentro de você.

O cara não é só um puta diretor. Longe disso.




sábado, 29 de setembro de 2007

Philippe "Star"

Tenho que tirar o chapéu pra esse Philippe Starck. Já tinha ouvido falar, tinha visto algumas coisas, mas agora que sou cobaia de uma experiência do cara, tenho que reconhecer: ele tem MUITO a manha.

Ao menos o Hudson Hotel em Nova York é animal. Foge radicalmente dos padrões americanos de Holiday Inn, Shareton, Marriott e outros do gênero e é um sucesso, de crítica e público. Está no guia de NY da Wallpaper e, ao mesmo tempo, vive com o quartos e bar lotados.

O quarto é legal. Poderia ser maiorzinho e ter mais coisas, e não seria dizer que é luxo, afinal até o Dunas Praia Hotel em Torres tem frigobar no quarto e vidro, ao invés de cortina, no box do banheiro. Mas, ACHO, a proposta é essa mesmo. Reduzir ao máximo os custos em volume e oferecer um hotel botique low cost distante uma quadra do Central Park.

O Hudson foi o primeiro hotel que reservei quando ainda achava a diária salgada (319 dólares + taxas). Mas depois de procurar exaustivamente (tentei de verdade), não consegui achar outro hotel BEM LOCALIZADO, e com um astral mínimo, por menos. Resultado: fui obrigado a ficar aqui. Ainda bem.

Buenas, seguindo: acho que a proposta foi construir um hotel acessível e que, para compensar a falta de regalias no quarto, desse um show na área comum e estimulasse os hóspedes a ficar mais tempo fora do que dentro da sua habitação. A máquina de gelo no andar, por exemplo, fica num barzinho. Ali os hóspedes já podem começar a conviver caso assim queiram.

Mas é no lobby que está o espetáculo. A pessoa entra no hotel e dá numa escada rolante que, ao subir, já entende que está num lugar diferente. E é verdade. O cara chega na recepção e tem a sensação de que o mundo deveria ter mais disso. Faz bem para os olhos. E como.





Encantado com o que já viu, o cara acaba conhecendo as 4 áreas projetadas pra ele ficar jogado e já fazer do hotel um programa animal em NY. A "biblioteca" é impressionante (é um bar/cafeteria/lounge/seilá). Decorada com livros (claro), tem jogo de xadrex, livros, computador, sofás pra vc passar a tarde (e noite) toda ali bebendo alguma coisa e curtindo o que quiser. Tem uma mesa de sinuca de feltro roxo, linda, e móveis clássicos com contrapontos incríveis, sendo o mais animal, fotos grandes em P&B de vacas de chapéu.








O jardim é impressioante também. No meio de Manhattan e seus edifícios gigantes, existe um lugar cheio de verde, um oásis mesmo, pra ficar jogado, com sofás, mesinhas, wireless, tapetes, vasos e regadores gigantes, etc, etc, etc. As atendentes usam um vestidinho hipersensual com biquini por baixo num clima totalmente informal. De noite fica beeeeeem cheio e os grupos ficam cada um no seu canto. A iluminação do lugar? Só com velas.





O bar bomba na noite. Todo moderno, chão iluminado com luz amarela meio fluorecente (como a que se vê da fachada), é sensação na cidade. Tanto que entre 5a e domingo só hóspede pode acessá-lo, do contrário, não haveria lugar para todos. Não me deixaram tirar fotos, mas no site do hotel dá pra ver: hudsonhotel.com. Vale a pena.

E tem o restaurante. Que é o mais palhinha de todos por causa da comparação, mas é bala também. Oferece lugar pra sentar no jardim bacana que descrevi há pouco e a cozinha fica bem no meio do salão. No site tem fotos melhores que as minhas, portanto, é só acessar.

Pois tenho certeza que o Philippe valeu cada centavo investido. Se pagou fácil. Os proprietários sabem que tem um produto realmente diferenciado. É mais do que vaidade. Vai muito mais longe do que dizer que tem um hotel charmoso. É negócio. Gera venda de camisetas, CD do hotel, pantufa e outras milhares de coisas.

Mais uma vez chego a conclusão que não havaria campanha que formasse mais conceito. Um hotel normal com uma campanha genial, anúncios dignos de Archive e tal (claro que dá, e se deve, ter os dois) levam o cara até o hotel. Mas o que vai fazer ele voltar é o produto, que quando é resultado de uma grande idéia, torna-se imbatível, traz lucro para todos. Até pra quem paga que fica louco pra voltar.

(O site do cara: philippe-starck.com)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O valor do design

Conta a lenda uma história fantástica de um jornalista que foi questionar Picasso sobre o valor da arte. Afirmava que a questão era subjetiva demais, nada concreta, numa crítica pesada aos artistas.

Picasso pegou então uma nota de 1 dólar e perguntou:
- Quanto vale essa nota?

"Um dólar, claro" - respondeu o jornalista.

O artista espanhol pegou então a nota, assinou seu nome nela e disse.
- Vá vendê-la agora e descubrirás o valor da arte.

A Alessi (alessi.com) é uma marca de utensílios do lar italiana muito animal, inspiradora, que pensa diferente. É a Apple do setor.

Conheci há uns 6 anos, na época que trabalhava no DCSLAB, num projeto para a Tramontina. Quem nos indicou foi inclusive o "seu Clovis" (Tramontina).

Hoje visitando a flagship da Alessi, no Soho, tive ainda mais certeza do valor a-b-s-u-u-u-u-r-d-o do design como diferenciação de marca. Coisa que os empresários brasileiros teimam em entender. Ou que estamos pecando em não oferecer.

Produtos do dia-a-dia, simples, idiotas e óbvios na sua função, ganham valor, viram objetos de desejo através das idéias. Ao invés de comprar saca-rolhas e um fúnil, por exemplo, passamos a comprar humor. Diversão. Assunto com os amigos, com a namorada, o marido. E isso não tem preço.

Onde sempre vimos objetos triviais, banais mesmo, os designers da Alessi víram inspiração. Eu adorei e paguei mais de um dólar por eles.



From 5th avenue to october 24th

Tá aqui o vídeo da ação do Lucas na 24 de outubro para a Bienal do Mercosul. Trabalho pra aula de Marketing Criativo. Aquele que NÃO mostrei em aula porque NÃO estava no CD que ele entregou. Achei a idéia simples e muito legal. Por isso, vale o registro.

A vingança dos aba-retas.

No meu tempo de colégio, aba-reta era coisa de neguinho quase marginal. Nenhuma mina decente dava bola pra esses caras.

Pois agora eles devem estar rindo a toa.

Faz um tempinho já que virou moda nos USA, mais de um ano que a coisa tá rolando, mas agora massificou punk.

E é neste momento que nós publicitários, na minha opinião, devemos começar a prestar mais atenção nas novidades pra usar na propaganda. Porque comunicamos para as massas, vendemos cerveja, tênis pra milhões. Então ir buscar uma tendência na fonte e querer já sair colocando no primeiro roteiro ou anúncio que surgir é, no mínimo, arriscado. Alguns vão reconhecer, achar o máximo, mas a grande maioria é capaz de tomar um choque e não ligar A com B. O cliente vai querer matar vc, se isso acontecer. (Claro que se o público for sofisticado, nada disso que eu acabei de escrever vale. Para estes, antecipação é tudo na estratégia.)

Dentro de um vagão de metrô hoje, um só, eram quatro usando.






Quem tá surfando a onda praticamente sozinha é a New Era, embalada pelos rappers e atletas negros americanos, que estão matando a pau no estilo cheio de atitude e não tiram o boné por nada faz tempo.

Nas ruas, quanto mais cara da novo tiver, melhor. Não sei se é pra mostrar que é um New Era, que tá novo e tal, mas ninguém tira o adesivo/tag que vem colado na aba.

Fui na flagship store da marca e fiquei apavorado. Além de ser um show e estarem associados a tudo que é bacana, como esporte, música e outras marcas fortes tipo Nike e DG, oferecem diversos tamanhos (eu que sou cabeçudo adorei) para que a pessoa consiga fazer seu estilo, jogando ele levemente para o lado.





Tem boné que custa (bem) mais que U$ 250, com marca do NY Yankees feita com cristais. Coisa de outro mundo e que pode até soar meio bagaceiro. Ainda. Não consegui tirar fotos destes mais caros especificamente, porque o esquema das fotos tem que ser meio na moita. Mas são bárbaros.

Entretanto, se liguem nisso. Não adianta beber na fonte, se só você estiver bebendo. Temos que estar antenados, sim. Claro. Sempre. É algo natural pra muitos. Mas daí para ver uma coisa e já querer colocar na propaganda, é pedir pra se decepcionar com o resultado. Um exemplo é a própria Olympikus. A marca lançou há uns 5/6 anos a linha retrô. Os caras viajaram pra Europa, viram que tava bombando e produziram logo. Os tênis eram bárbaros, bacanas de verdade. Na época só a galera da agência mais antenada sabia que essa coisa Vintage tava chegando. Moral da história, não vendeu nada. Uma decepção e aprendizado pra mim, lembro bem. Saber interpretar, conhecer o povo, conhecer o perfil do público, é tudo.

Se o cara sabe o que tá rolando, legal, Mas aí que faça isso: comprei e use. Pra si, não pensando na propaganda.

Se hoje eram quatro de boné no metrô, amanhã possivelmente serão 5.





É isso.
Yo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Da América para a Alemanha.

Não, não sou eu na Alemanha. Queria indicar o blog de um cara gente finissíma, chamado Marco Loco Bezerra.

Ele é DA. Trabalhou na Escala, na Paim e depois na Lew Lara por mais um tempão. Há dois meses ele me chama no MSN dizendo que tava vindo pra POA se despedir da galera porque se mudaria pra Alemanha pra trabalhar na TBWA/Berlin com o Emiliano em pouquíssimos dias (infelizmente tive uma viagem de última hora e não pude encontrá-lo).

O Emiliano é um redator punk. Foi dupla dele na Paim, depois na Lew Lara e se tocou pra Europa antes, pra trabalhar. Agora surgiu a oportunidade e o cara indicou o Loco pra duplar com ele lá. Dito e feito. O cara arrumou as malas e foi.

Pois o blog do Marco tá muito legal. Tem a ver com publicidade, sim, mas também com o jeito singular e especial que o cara tem de ver o mundo, cheio de humor, ótimo texto, referências bacanas. Enfim, vale, e muito, a pena.

E no blog dele, tem o link para o blog de uns caras fodas da SP, tipo o Dedé Laurentino. Eu tiro demais o chapéu pra esse pinta, mesmo sem conhecê-lo. O cara era DA na Almap, carreira feita, todos os tipo de prêmio e foi ser redator na Lew. Hoje é DC.

É dele o título pra Nokia do Titânio, que o Tiago mostrou em aula.

Então é isso. Na onda do varejo gringo, entre em um blog e leve vários.
http://www.marcoalemanha.blogspot.com/

Boa viagem.